O fim da inflação em 1994, estreitou dramaticamente o mercado bancário brasileiro. A participação do setor financeiro no PIB passou de 15,6% em 1993 para 6,9% em 1995. A transição para a estabilidade foi ainda dificultada pelos impactos da crise mexicana de 1994/5, que levaram o Banco Central a adotar medidas excepcionais de controle monetário e esfriamento da economia. O choque causado por estas duas mudanças levou o sistema bancário brasileiro ao limiar de uma crise de grandes proporções, afinal evitada pela criação do PROER, programa de financiamento de reestruturação do setor bancário, pelo qual bancos saudáveis obtinham facilidades para adquirir bancos problemáticos. O programa, apesar das críticas que recebeu, foi indubitavelmente eficiente para facilitar a adaptação do sistema bancário à estabilidade de preços.
A força acumulada pelos bancos durante o período inflacionário e a pronta ação do Banco Central em evitar a ocorrência de uma crise de maiores proporções, em conjunto com os esforços para a modernização da supervisão financeira, através da adesão ao Acordo da Basiléia, acabaram por reforçar a saúde das instituições financeiras operando no país, especialmente as de propriedade nacional. Por outro lado, a continuidade dos desequilíbrios fiscais e externos da economia brasileira fez com que a expectativa de que os bancos dessem apoio vigoroso às atividades do setor privado fosse, até o momento, amplamente desapontada.